terça-feira, 14 de julho de 2009

Abordagem ao tema

A Amazônia constitui mais de 60% do

território brasileiro. Só isto já seria muito mais que uma simples motivação para se desenvolver uma discussão voltada para o desenvolvimento e a integração dessa região, tão cheia de potencial e de beleza e que tem inspirado tão diferentes visões e teorias, muitas delas em clara e flagrante oposição.

Meus amigos, a Amazônia me traz, de chofre, três percepções:

A percepção de riqueza

A primeira percepção que vem a minha mente ao me lembrar do meu tempo vivenciado na região, é o da exuberância, que se expressa através da natureza, da água, da vegetação, da vida e de tudo que nela abunda.

Se tivermos em conta a dimensão continental da Amazônia, nós compreenderemos que somos donos de um tesouro que a natureza demorou milhões de anos para construir e que os maiores capitais e as mentes mais aguçadas não teriam condições de reproduzir. Este tesouro deve ser aproveitado por nós, que descendemos daqueles que a conquistaram. Estes se sacrificaram para legá-la às nossas gerações e dado o potencial da Amazônia, se o mesmo nos for pedido, deveremos, igualmente, nos sacrificar para legá-la aos nossos filhos e netos.

Há uma idéia antiga posta no imaginário nacional: a idéia da cobiça internacional sobre a Amazônia. Uma idéia lógica, pois é lógico pensar que aqueles que conhecem sua potencialidade e não poderão participar de seus benefícios, cobicem a riqueza que jaz na região.

A percepção de mistério

A segunda percepção que tenho da Amazônia é a de mistério, ligada ao ainda pouco e fragmentado conhecimento científico que se tem a seu respeito e que, pouco a pouco, vem se acrescendo

o quase total desconhecimento dos fatos que nela acontecem, pelo pouco controle exercido na região, pelas autoridades e instituições nacionais.

A percepção de fragilidade

A última percepção necessária para completar o meu quadro da Amazônia é a fragilidade. Qualquer pessoa que tenha vivido um tempo na selva pode determinar visualmente se a zona está sendo transitada ou não pelo homem, porque seu passo deixa uma marca indelével na natureza e esta leva muito tempo em reparar qualquer dano sofrido.

Progrediram, ganharam o imaginário dos países centrais e a comunidade científica e o meio universitário. Líderes políticos e meios de comunicação, desde então, vieram se interessando, sob uma ótica extremamente pessimista, pelos problemas relativos ao crescimento demográfico, ao desenvolvimento econômico, ao meio ecológico e aos efeitos climáticos do planeta. De certa forma, eles recriaram Malthus no final do século XX e início do século XXI.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Bem - vindo ao blog temático sobre a Amazônia

Caro amigo do CEPEN, este blog temático sobre a Amazônia teria sido sugerido, não tenho dúvida, pelo nosso patrono, General Carlos de Meira Mattos, se ainda estivesse entre nós. Entusiasta da integração do Brasil às nações da América do Sul, ele vislumbrou que um acordo entre os países condôminos da imensa floresta seria um passo gigantesco, dado o papel geopolítico da região, que Mackinder não hesitaria em definir como “heartland” do subcontinente.
O Tratado de Cooperação Amazônica assinado pelas Repúblicas da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, em 1978, com o objetivo de promover o desenvolvimento regional, o equilíbrio entre o crescimento econômico e a preservação do meio ambiente, teve no nosso patrono um destacado inspirador e defensor.
Patrimônio dessas oito nações, a Amazônia apresenta características de bioma, de subsolo, de influência climática e de seus habitantes indígenas, cidadãos dos países signatários do Tratado, que a faz motivo de interesse de toda a parte do planeta.
Contribua, você também, para a divulgação de aspectos amazônicos, postando pequenos textos neste blog. Serão muito bem-vindos.
Um fraterno abraço

domingo, 5 de julho de 2009

Artigo de abertura em honra do Senhor General Carlos de Meira Mattos

Ao ter a honra de abrir este blog, dedicado á visão futuristica do Senhor General Carlos de Meira Mattos sobre a Amazônia, tenho presente a certeza que os contributos escritos e fotográficos que irão surgir, neste local, serão isentos, independentes de opiniões políticas, restringindo – se á isenção que a ciência da geopolítica e a beleza da natureza impõe.

Assim e dentro destas regras de que estamos num local de homenagem e não de discussão, passo a citar um texto do seu livro “Geopolítica dos Trópicos”:

"Nossa Amazônia, nosso centro-oeste, nosso sertão nordestino são desafios diferentes, cada qual mais difícil na sua peculiaridade física, todos enormes em suas dimensões, mas que estamos empenhados em desenvolver. ... Hoje, encetamos a integração da grande área-desafio - a Amazônia. Ali estamos desenvolvendo uma politica de articulação dos transportes e de exploração de projetos regionais altamente promissores, como são Carajás e Jari (já nacionalizado), mas nem por isso desafiantes."